Após mordida, turista volta a Fernando de Noronha e mergulha com tubarões: ‘Não senti medo’
05/04/2026
(Foto: Reprodução) Após mordida, turista volta a Noronha e mergulha com tubarões
A advogada Tayane Dalazen, mordida por um tubarão-lixa em janeiro em Fernando de Noronha, retornou à ilha no feriado de Páscoa. Neste domingo (5), ela voltou a mergulhar com tubarões no mesmo local do incidente. “Não senti medo. Fiquei em uma área segura”, relatou (veja vídeo acima).
O mergulho em apneia (sem equipamentos) foi feito em frente à Associação de Pescadores, no Porto de Santo Antônio. Ela estava acompanhada do condutor de visitantes Erivaldo Alves da Silva, conhecido como Nego Noronha.
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Tayane voltou a mergulhar com tubarões no Porto de Santo Antônio
Nego Noronha/Reprodução
A turista detalhou como foi o mergulho. “Encontrei vários tubarões-lixa, grandes. Meu coração não acelerou, fiquei só observando. Dessa vez, os animais estavam no fundo, e precisei mergulhar cerca de cinco metros para vê-los, sem trauma”, falou.
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Ela também surfou na Cacimba do Padre bem perto dos tubarões. “Os surfistas sabem que ali exige atenção e deve ser evitada a região mais rasa. Por isso, quando a onda chegava, eu voltava para o fundo”, explicou.
Moradora de São Paulo, Tayane revelou o motivo do retorno. “Fernando de Noronha sempre me fascinou, e o incidente não mudou isso. Tive essa certeza ao retornar. Não senti lembranças ruins nem receio. Pelo contrário, me sinto conectada com o ambiente”, afirmou.
A viagem também foi uma comemoração. “Aproveitei o feriado e antecipei a comemoração do meu aniversário, que é quinta-feira (8). Não poderia escolher lugar melhor”, declarou.
Incidente
Vídeo mostra momento da mordida de tubarão em advogada em Fernando de Noronha
Recuperação
Após o incidente, que ocorreu no dia 9 de janeiro (veja vídeo acima), a visitante foi atendida no Hospital São Lucas, na ilha. Ela levou apenas dois pontos por causa do risco de contaminação. Nesse tipo de ferimento, a cicatrização deve ocorrer de dentro para fora.
Tayane afirmou que teve uma recuperação rápida. “Foi muito tranquila. Em 50 dias, já tinha retomado todas as atividades, inclusive o surfe, sem risco de infecção”, disse.
A advogada falou que não pretende remover a cicatriz da mordida. “Carrego a marca com naturalidade. Não quero retirar, porque faz parte da minha história”, afirmou.
Tayane não pretende remover a cicatriz
Renato Tinoco/Acervo Tayane Dalazen
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