Suspeito de envolvimento em queda de homem do 14º andar no Paraná pediu pizza após agressões, diz delegado
17/08/2026
(Foto: Reprodução) Quatro homens são presos após jovem morrer em apartamento em Londrina
Uma das pessoas presas em flagrante por suspeita de envolvimento na morte de um homem — após a queda dele do 14º andar de um prédio em Londrina, no Norte do Paraná — pediu uma pizza depois que a vítima foi agredida. A informação foi divulgada pelo delegado Miguel Chibani, da Polícia Civil, que investiga o caso.
O corpo de Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, foi localizado na manhã de sexta-feira (14). Segundo a investigação, a queda aconteceu após ele ter sido agredido, dopado e torturado por colegas da namorada dele. As circunstâncias são investigadas, e a Polícia Civil quer entender se o rapaz foi jogado ou se ele mesmo se jogou para fugir das agressões.
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"Isso vai ser avaliado certamente como circunstância do fato que agrava, é que um deles, depois dos atos de execução, ainda encomendou uma pizza e jantou. Depois da tortura, de toda a violência, de todo o desastre que foi causado, ele jantou ainda num dos cômodos", disse Chibani.
Quatro homens, com idades entre 22 e 24 anos, foram presos em flagrante por tortura, com agravante de cárcere privado e resultado morte. Eles também foram autuados por fraude processual, porque esconderam as amarras que estavam no pulso e nas pernas da vítima. Os nomes deles não foram divulgados.
Porta com chave do lado de fora levantou suspeita de que suicídio pode ser homicídio
"A gente aguarda agora a perícia para firmar um posicionamento a respeito do suicídio. Entender se ele realmente caiu pedindo socorro, em desespero, porque, quando acordou, provavelmente com a capacidade psicomotora alterada, com edema no rosto, machucado, com o quarto trancado, então em desespero ele acabou se lançando, ou se lançando para evitar a continuidade das agressões, porque elas continuariam, ou se realmente ele tentou se projetar e acabou se auto-exterminando. A gente não descarta que, durante a madrugada, algum deles [suspeito] possa ter lançado do corpo", explica o delegado.
Vítima caiu de janela de alojamento em Londrina.
Reprodução
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Investigação
Inicialmente, a ocorrência chegou à polícia na manhã de sexta-feira como um caso de suicídio. Porém, no local, os agentes notaram que a chave que trancava o cômodo do qual a vítima teria caído estava para o lado de fora da porta.
Seis pessoas moravam neste apartamento: a namorada da vítima, os quatro suspeitos e um homem que denunciou o caso após a chegada dos policiais. Nenhum dos moradores é do Paraná, conforme foi apurado. Todos estavam em Londrina em um alojamento pago pela empresa em que trabalham.
Segundo o delegado Miguel Chibani, responsável pelas investigações, Alexandre estava visitando a namorada e, por volta das 22h30 de quinta-feira (13), foi confrontado, com uma faca, pelos quatro suspeitos, que acreditavam que ele tinha furtado uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil.
Em seguida, conforme o delegado, Alexandre foi trancado em um dos cômodos do apartamento, teve os pés e mãos amarrados com um cabo de extensão e passou a ser agredido. A vítima também foi forçada a ingerir dois comprimidos de uma medicação que causa irresponsividade.
Polícia prende quatro suspeitos de tortura e morte
As informações foram colhidas pelo delegado nos depoimentos prestados pelas testemunhas e pelos suspeitos, sendo que dois deles confessaram as agressões.
"Ele foi agredido mediante chute, soco, tapa no rosto, foi ameaçado de morte, houve o relato de que um deles dizia que eles iam retalhar o corpo... Ele acabou falando a respeito do furto e admitiu. A vítima do furto, que no caso é coautora dessa tortura, acabou ainda na madrugada se deslocando e conseguiu conversar com o comprador da câmera, que já tinha se desfeito dela em troca de um celular e de uma quantia em dinheiro", detalha Chibani.
Chibani estima que foram cerca de quatro horas de sucessivos ataques contra Alexandre.
À polícia, a namorada de Alexandre afirmou que viu o que estava acontecendo e tentou entrar no cômodo em que a vítima estava presa. Porém, disse ter sido ameaçada por um dos suspeitos.
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