Somente Trump pode alcançar a paz no mundo, diz premiê do Japão na Casa Branca

  • 19/03/2026
(Foto: Reprodução)
Sanae Takaichi e Donald Trump na Casa Branca Foto por JIM WATSON / AFP A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, disse nesta quinta-feira acreditar que "somente Trump pode alcançar a paz no mundo", durante encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca, em meio à guerra no Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: acompanhe todas as notícias sobre a guerra no Irã Em um encontro com tom amistoso — Trump chamou Takaichi de uma "grande mulher" —, o norte-americano disse que conversaria com a líder japonesa sobre um possível auxílio do Japão na guerra contra o Irã. 👉 Mais cedo, o Japão assinou uma declaração conjunta com países da Europa comprometendo-se a ajudar a garantir a estabilidade no Estreito de Ormuz, a via marítima no Oriente Médio que o Irã bloqueou e por onde passam navios transportando cerca de 20% do petróleo mundial (leia mais abaixo). No encontro, Trump chamou a iniciativa de "apropriada", após criticar países europeus por rejeitarem um pedido seu de ajuda para patrulhar o estreito. "Não precisamos nada de ninguém, mas é apropriado. Estamos defendendo o estreito por todos os outros", disse o líder norte-americano. Já a líder do Japão, um dos principais aliados dos EUA na Ásia, condenou o fechamento do estreito e os ataques do Irã ao Golfo Pérsico. E elogiou o norte-americano: "Eu realmente acredito que somente você, Trump, pode alcançar a paz no mundo". Ataque ao maior campo de gás do mundo Durante o encontro com Taikachi, Trump disse ainda ter pedido ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que não atacasse o campo de South Pors, no sul do Irã, a maior estação de produção de gás do mundo. Mas fontes do governo israelense disseram à agência de notícias Reuters que o bombardeio foi coordenado com os EUA. O norte-americano também confirmou que seu governo pedirá uma verba extra de US$ 200 bilhões (mais de R$ 1 trilhão) ao Congresso dos EUA para seguir com a guerra no Irã. E minimizou a disparada do preço do petróleo por conta dos ataques a estruturas de energia e gás no Oriente Médio: "Achava que o impacto seria pior, mas acabará em breve". Trump confirmou, ainda, que seu governo pedirá uma verba extra de US$ 200 bilhões ao Congresso dos EUA para seguir a guerra e afirmou que não enviará tropas ao Oriente Médio. Japão e países europeus 'prontos' para ajudar a liberar Estreito de Ormuz Ataque israelense provoca incêndio no campo de gás South Pars, no Irã Após rejeitar o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz, países europeus e o Japão disseram nesta quinta-feira (19) que estão "prontos" para se juntar aos "esforços" para liberar a passagem pelo canal marítimo. Em um comunicado conjunto, governos de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão afirmaram ainda que vão tomar medidas para estabilizar o mercado de energia, afetado pelos ataques do Irã a infraestruturas no Golfo Pérsico. "Expressamos nossa prontidão em contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito", diz a declaração. "Saudamos o compromisso das nações que estão se engajando". A nota é um aceno ao governo de Donald Trump, que havia criticado os aliados após eles negarem o pedido por embarcações militares para escoltar navios comerciais no estreito. Nesta quinta-feira (19), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, chamou os países europeus de "ingratos". Estreito de Ormuz Arte/g1 O comunicado, no entanto, não especifica de que forma os países ajudariam no Estreito de Ormuz, uma via marítima no Oriente Médio por onde circulam navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. 👉 O Irã, que fica em uma das pontas do estreito, disse ter fechado a passagem e vem atacando navios que passam por lá. O comunicado conjunto ainda elogia a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e diz que "tomaremos outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção". Veja os vídeos que estão em alta no g1 'Não é nossa guerra' No início da semana, países da Europa haviam rejeitado o pedido de Trump para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz e ajudassem na guerra contra o Irã. O ministro da Defesa da Alemanha, um dos países que haviam negado o pedido de Trump, disse que não ajudaria porque "esta não é a nossa guerra". "O que Trump espera de um punhado de fragatas europeias que a poderosa Marinha dos EUA não possa fazer? Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos", disse o ministro Boris Pistorius

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/19/trump-recebe-premie-do-japao-em-meio-a-guerra-no-ira.ghtml


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