Servidores da Educação de Rio Branco fazem manifestação por reajuste salarial
10/03/2026
(Foto: Reprodução) Protesto ocorreu na manhã desta terça-feira (10) em frente à Prefeitura de Rio Branco
Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre
Profissionais da Educação de Rio Branco fizeram um protesto, na manhã desta terça-feira (10), cobrando o reajuste referente aos últimos três anos, com aplicação do piso que foi estendido em 15,29%. O ato ocorreu em frente à prefeitura da capital acreana.
O g1 entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação (Seme) para obter um posicionamento sobre o protesto e aguarda retorno.
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Os profissionais também exigem a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), além do cumprimento da hora-atividade e da lei que insere os profissionais da Educação como professores.
Segundo o diretor de informação e imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Reginaldo Barreto, a categoria chegou a conversar com o secretário municipal de Educação, Alysson Bestene, e que foi repassado para a categoria que a proposta do reajuste foi enviada ao prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom.
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“Nós viemos para essa manifestação com o intuito de fazer com que o prefeito se sensibilize em nos pagar nossos retroativos de três anos. Nós estamos há três anos sem nenhuma reposição inflacionária. Conversamos com o secretário Alysson, que é quem responde pela parte da educação, que nos passou que mandou para o prefeito uma proposta de reajuste para a categoria”, disse.
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A proposta, de acordo com Reginaldo, foi feita com base em “sobras” de recursos da educação do ano anterior. Conforme o representante, até o momento, não houve resposta por parte da prefeitura sobre os recursos ou proposta.
“Também nós temos nas nossas pautas pedidos de regulamentação da hora-atividade da educação, porque a prefeitura não paga e não respeita a hora-atividade. Os profissionais têm metade dos seus direitos para fazer formação, capacitação e planejamento engolidos dentro da escola, porque a hora-atividade não é respeitada”, afirmou.
Entre as pautas da reivindicação, de acordo com o Sinteac, estão:
Reajuste referente aos anos de 2024, 2025 e 2026, com aplicação do piso do magistério estendido aos funcionários (15,29%);
Reformulação do PCCR, com correção das distorções e inclusão de pautas importantes para a valorização da categoria;
Cumprimento da hora-atividade e da lei que insere os profissionais da Educação Infantil como professores;
Demais pautas fundamentais para a valorização dos trabalhadores em Educação.
O representante do Sinteac afirma também que a manifestação tem como objetivo sensibilizar a prefeitura para que as demandas da categoria sejam atendidas.
“Nós não estamos pedindo nada de impossível, só estamos pedindo que ele respeite a lei do Fundeb e atenda as reivindicações da categoria. Nós não estamos pedindo aumentos exorbitantes, estamos só pedindo que ele respeite a lei e atenda o que a lei diz a cada ano”, declarou.
O profissional também conta que a categoria espera que os reajustes e aumentos sigam o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que aumenta anualmente e, segundo ele, não é atendido em Rio Branco.
Reginaldo detalha ainda que, com a volta às aulas previstas para esta terça-feira (10), algumas escolas aceitaram parar integralmente, enquanto outras não.
“Hoje estava marcado a volta às aulas do município. O que está acontecendo é que algumas escolas vão parar 100% e outras escolas não aderiram integralmente, mas membros dessas escolas estão vindo também para se reunir aqui na frente da prefeitura para essa manifestação”, concluiu.
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