Sargento suspeito de matar capitã da PM tinha registros de violência contra mulher, diz polícia
21/07/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra sargento carregando corpo de capitã da PM até carro antes de ir ao hospital
O sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira, preso por suspeita de envolvimento na morte da esposa e capitã Michele Leão Azevedo, tinha registros de violência contra a mulher em 2014 e 2016, segundo informações da polícia. Michele chegou sem vida ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na segunda-feira (20), com traumatismo craniano e outros ferimentos. O caso é investigado pela Polícia Civil (entenda o caso abaixo).
O g1 teve acesso a dois boletins de ocorrência registrados em 2016 por uma ex-companheira do militar. Em um deles, ela relatou agressões físicas. No outro, informou o descumprimento de uma medida protetiva e o recebimento de ameaças.
De acordo com um documento registrado em março de 2016, a mulher procurou a polícia após relatar ter sido agredida pelo então companheiro durante uma discussão. Segundo o registro, ela afirmou que foi puxada pelos cabelos, arrastada até a rua, jogada no chão e atingida com um soco no rosto.
A mulher recebeu atendimento médico e apresentava lesões no nariz, em um dos dedos da mão, no joelho, nas costas e dores no ombro.
Já em setembro daquele ano, a mesma vítima procurou a polícia para denunciar o descumprimento de uma medida protetiva concedida pela Justiça.
Segundo o boletim, ela relatou ter recebido mensagens enviadas por Eduardo Abner por meio de um aplicativo de conversas. As mensagens continham ameaças dirigidas à mulher e a familiares dela.
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Caso Michele Leão
Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso em flagrante na segunda-feira (20) e é investigado por suspeita de envolvimento na morte da esposa, a capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo.
Imagens do circuito interno do prédio onde o casal morava, em Belo Horizonte, mostram o sargento carregando o corpo da vítima nos ombros até a garagem do edifício. Em seguida, ele coloca Michele dentro do carro e segue para o Hospital Odilon Behrens (veja imagens acima).
Segundo o boletim de ocorrência, a capitã chegou à unidade de saúde já sem vida. A equipe médica identificou traumatismo craniano, ferimentos nas pernas, hematomas, marcas lineares compatíveis com chicotadas e um corte de grandes proporções na cabeça.
Em depoimento, Eduardo afirmou que ele e a esposa participaram de uma confraternização na residência do casal, consumiram bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy e, depois, mantiveram relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas. Ele também declarou que Michele teria sofrido uma queda da escada da casa horas antes da morte e recusado atendimento médico.
A mãe da capitã afirmou à polícia que considerava o relacionamento da filha abusivo e marcado por controle psicológico. O caso é investigado pela Polícia Civil.
BO diz que vítima tinha múltiplas lesões. Suspeito atribui ferimentos a drogas, sexo consensual e queda da escada.
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