(Foto: Reprodução) Polícia tenta identificar 5º envolvido em agressões a Cláudio Rafael em Copacabana
A Polícia Civil do RJ identificou o 5º agressor do ciclista Cláudio Rafael Landeiro e obteve, no Plantão Judiciário, um mandado de prisão contra ele. Até a última atualização desta reportagem, Wellington Luiz Santos de Souza não havia sido encontrado.
Segundo a 12ª DP (Copacabana), Wellington é o homem que aparece dando chutes na cabeça de Cláudio Rafael, linchado após ser acusado injustamente de roubar uma bicicleta.
Segundo testemunhas, se aproximou e perguntou aos entregadores se a vítima era “ladrão”. Após receber uma resposta afirmativa, ele teria dado um chute na cabeça de Cláudio Rafael e repetido a frase: “Ladrão tem que morrer mesmo”.
As imagens mostram o momento em que o homem sai do carro, atravessa a rua e se aproxima do local onde Cláudio Rafael era agredido. Em seguida, ele retorna ao veículo e vai embora.
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Quatro pessoas já foram presas pelo assassinato: dois seguranças e dois entregadores, que respondem por homicídio triplamente qualificado.
Nesta terça-feira (25), a polícia ouviu cinco pessoas durante a investigação. Entre elas estão três comerciantes de Copacabana, donos de um bar, um restaurante e uma farmácia.
Segundo a investigação, eles contrataram de forma irregular os seguranças Davi Santos Machados e Jorge Luiz Ricardo Dias, presos por participação nas agressões.
Seguranças e entregadores agridem Rafael em frente a prédio de Copacabana.
Reprodução/TV Globo/Fantástico
Comerciantes pagavam R$ 120 por segurança
Os comerciantes afirmaram em depoimento que pagavam R$ 120 por semana a um homem que seria responsável pelo serviço de segurança da região. Eles não são apontados como participantes diretos do assassinato, mas são investigados por possível contribuição para a atuação de uma segurança privada clandestina no bairro.
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“A gente está investigando a participação deles no exercício ilegal da profissão, para entender até que ponto eles estavam fomentando essa segurança privada clandestina que agia aqui em Copacabana”, afirmou o delegado Ângelo Lages.
Filho de comerciante presenciou agressões
João Cleber Santiago, filho do dono do bar, também prestou depoimento. Ele presenciou as agressões contra Cláudio, mas não interferiu para impedir a violência e é investigado por possível omissão de socorro.
Segundo João Cleber, ele pediu insistentemente para que Davi não atingisse Cláudio na cabeça. Ainda de acordo com o depoimento, entregadores que estavam no local incentivavam as agressões e faziam ameaças e xingamentos contra a vítima.
A funcionária do bar Rayane de Souza Batista Silva, que teria entregado um porrete ao segurança Davi, também foi ouvida. Ela pode responder por lesão corporal.
A polícia também quer ouvir o homem apontado como chefe dos seguranças. A expectativa é concluir a investigação até a próxima semana.
Nem os advogados dos investigados nem os comerciantes ouvidos nesta terça-feira (25) quiseram falar com os jornalistas na saída da Delegacia de Copacabana. Rayane de Souza Batista Silva e João Cleber Santiago também não deram declarações à imprensa.
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