Quinto envolvido no linchamento de Cláudio Rafael

  • 27/08/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia tenta identificar 5º envolvido em agressões a Cláudio Rafael em Copacabana A Polícia Civil do RJ identificou o 5º agressor do ciclista Cláudio Rafael Landeiro e obteve, no Plantão Judiciário, um mandado de prisão contra ele. Até a última atualização desta reportagem, Wellington Luiz Santos de Souza não havia sido encontrado. Segundo a 12ª DP (Copacabana), Wellington é o homem que aparece dando chutes na cabeça de Cláudio Rafael, linchado após ser acusado injustamente de roubar uma bicicleta. Segundo testemunhas, se aproximou e perguntou aos entregadores se a vítima era “ladrão”. Após receber uma resposta afirmativa, ele teria dado um chute na cabeça de Cláudio Rafael e repetido a frase: “Ladrão tem que morrer mesmo”. As imagens mostram o momento em que o homem sai do carro, atravessa a rua e se aproxima do local onde Cláudio Rafael era agredido. Em seguida, ele retorna ao veículo e vai embora. LEIA TAMBÉM: Delegado aponta omissão de socorro e lesão corporal por envolvidos no caso do espancamento de Cláudio Rafael Quatro pessoas já foram presas pelo assassinato: dois seguranças e dois entregadores, que respondem por homicídio triplamente qualificado. Nesta terça-feira (25), a polícia ouviu cinco pessoas durante a investigação. Entre elas estão três comerciantes de Copacabana, donos de um bar, um restaurante e uma farmácia. Segundo a investigação, eles contrataram de forma irregular os seguranças Davi Santos Machados e Jorge Luiz Ricardo Dias, presos por participação nas agressões. Seguranças e entregadores agridem Rafael em frente a prédio de Copacabana. Reprodução/TV Globo/Fantástico Comerciantes pagavam R$ 120 por segurança Os comerciantes afirmaram em depoimento que pagavam R$ 120 por semana a um homem que seria responsável pelo serviço de segurança da região. Eles não são apontados como participantes diretos do assassinato, mas são investigados por possível contribuição para a atuação de uma segurança privada clandestina no bairro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça “A gente está investigando a participação deles no exercício ilegal da profissão, para entender até que ponto eles estavam fomentando essa segurança privada clandestina que agia aqui em Copacabana”, afirmou o delegado Ângelo Lages. Filho de comerciante presenciou agressões João Cleber Santiago, filho do dono do bar, também prestou depoimento. Ele presenciou as agressões contra Cláudio, mas não interferiu para impedir a violência e é investigado por possível omissão de socorro. Segundo João Cleber, ele pediu insistentemente para que Davi não atingisse Cláudio na cabeça. Ainda de acordo com o depoimento, entregadores que estavam no local incentivavam as agressões e faziam ameaças e xingamentos contra a vítima. A funcionária do bar Rayane de Souza Batista Silva, que teria entregado um porrete ao segurança Davi, também foi ouvida. Ela pode responder por lesão corporal. A polícia também quer ouvir o homem apontado como chefe dos seguranças. A expectativa é concluir a investigação até a próxima semana. Nem os advogados dos investigados nem os comerciantes ouvidos nesta terça-feira (25) quiseram falar com os jornalistas na saída da Delegacia de Copacabana. Rayane de Souza Batista Silva e João Cleber Santiago também não deram declarações à imprensa. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/08/27/quinto-envolvido-no-linchamento-de-claudio-rafael.ghtml


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