Petrobras discutirá parceria em águas profundas com estatal mexicana Pemex
24/03/2026
(Foto: Reprodução) Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.
Fernando Frazão/Agência Brasil
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta terça-feira (24) que a Petrobras visitará o país no próximo mês para discutir uma possível parceria com a Pemex, a estatal mexicana de petróleo e gás. A iniciativa vem após o governo do Brasil propor projetos conjuntos no Golfo do México.
Em entrevista a jornalistas, Sheinbaum acrescentou que ainda está avaliando a oferta apresentada na semana passada pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O objetivo da proposta é apoiar a Pemex em empreendimentos de petróleo em águas profundas, área em que a estatal mexicana possui menos experiência.
"A Petrobras se tornou altamente especializada em operações em águas profundas. Por isso, ele sugeriu que formássemos uma parceria (...) Mas ainda não decidimos", disse Sheinbaum.
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A Petrobras opera no Golfo por meio de uma joint venture com a Murphy Exploration & Production.
Há anos, a Pemex busca lançar grandes projetos no Golfo do México para compensar o declínio dos campos offshore mais antigos. Os projetos incluem:
Zama, um campo de águas rasas que está prestes a se tornar um empreendimento em águas profundas;
Trion, um campo de águas ultraprofundas;
e Lakach, um campo de gás natural também em águas profundas.
A Petrobras enviará sua presidente, Magda Chambriard, para se reunir com o presidente da Pemex e integrantes do governo, disse Sheinbaum, acrescentando que ela planeja se reunir também com a executiva.
Na sexta-feira, Lula disse que havia ligado para Sheinbaum e enfatizou que "a Pemex poderia obter uma grande ajuda da Petrobras".
A Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as declarações de Sheinbaum.
A Pemex tem duas parcerias com empresas privadas na produção de petróleo em águas profundas, parte de sua meta de aumentar a produção. O México também está buscando parcerias para a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, disse Sheinbaum nesta terça-feira.