Passista que perdeu o braço após cirurgia de útero relata dificuldade financeira: 'Perdi minha profissão'

  • 02/02/2026
(Foto: Reprodução)
Alessandra dos Santos voltou à Sapucaí em 2024, um ano após amputação Thaís Espírito Santo/g1 A passista Alessandra dos Santos, conhecida como Barbie do Samba, afirmou que enfrenta dificuldades financeiras desde que teve o braço amputado após uma cirurgia no útero realizada na Baixada Fluminense. Ela entrou com uma ação judicial contra o Estado, na qual pede indenização por danos morais e materiais, além de uma pensão. "Estou sem chão, pois não posso mais trabalhar como trancista, que era o que ajudava muito em casa. Se estivesse na minha profissão com o meu braço, eu já teria reformado minha casa. Perdi minha profissão", desabafa. Alessandra desfila todos os anos como passista na Grande Rio, mas esse ano ela não comparecerá ao carnaval por questões religiosas. Veja abaixo vídeo com o retorno dela aos desfiles em 2024. Passista que perdeu o braço após cirurgia de útero retorna à Sapucaí Ela teve o braço amputado em 2023 e, mesmo após quase 3 anos, o processo está em fase inicial. "Infelizmente, como é de conhecimento público, o trâmite judicial no Brasil costuma ser demorado, de modo que não é possível, neste momento, prever um prazo para a sua conclusão", explica a advogada Bianca Kald. "O processo judicial em si ainda é muito recente. Neste momento, encontra-se na fase de conhecimento, que é justamente a etapa inicial em que se produzem provas e se formam os elementos necessários para o julgamento do mérito", acrescenta. Passista Alessandra dos Santos no desfile pela Inocentes de Belford Roxo, em 2024 Thaís Espírito Santo/g1 Enquanto isso, Alessandra conta que tem sobrevivido com o valor que recebe do Loas, benefício concedido a pessoas com deficiência. "Minha casa é de telha, e estou vivendo com o benefício do Loas, sendo que com o meu trabalho eu faturava muito mais", conta. Ela conta ainda que os dedos da mão direita, que não sofreu amputação, ficaram dormentes e por isso não consegue trabalhar, e que o valor que recebe de benefício não é suficiente para pagar todas as contas. "Sem o Loas eu não tenho renda, agora também é meu direito porque por erro deles eu sou PCD", afirma. A Secretaria Estadual de Saúde diz que a amputação foi necessária devido à gravidade do estado de saúde dela (leia a nota na íntegra no fim da reportagem). Retorno à Sapucaí Alessandra se emocionou ao retornar à Sapucaí em 2024, um ano após a amputação. Em um momento da recuperação, ela duvidou se seria possível voltar a sambar. “Eu estou muito emocionada porque depois que tudo que aconteceu eu achei que não faria mais nada, eu achei que não voltaria a sambar, nem ir na quadra. E hoje eu estou aqui, e ainda volto domingo na Grande Rio", disse ela na época. "Eu já chorei muito em casa, chorei nos ensaios, no técnico. É tudo muito lindo. Eu comecei na Inocentes, quando tinha 14 anos. Eu pertenço durante 14 anos na escola como passista, e agora eu volto como musa. Você ser musa é o sonho de qualquer passista, ainda mais na escola que você começou. Olha que presente da vida. Tem gente que me viu quando eu entrei na escola, a velha guarda toda me cumprimento, gente dizendo que rezou por mim. Tem criança que eu vi na barriga e agora está grande, até com filho". Nota da Secretaria Estadual de Saúde O g1 pediu um posicionamento para a Secretaria de Saúde, que afirma que apurou detalhadamente o caso. Leia a íntegra: "Após apuração detalhada e avaliação técnica de todas as etapas do atendimento prestado à paciente, a sindicância da Fundação Saúde concluiu que todos os procedimentos adotados pelas equipes de profissionais tanto do Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart quanto do Hospital Estadual Carlos Chagas foram adequados ao quadro grave que ela apresentava e à evolução de seu estado de saúde. A Fundação se solidariza com a paciente e seus familiares e reforça que todo o atendimento foi prestado por equipes especializadas, com acesso aos recursos e tratamentos necessários à preservação de sua vida. Alessandra dos Santos Silva deu entrada na emergência do Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart em julho de 2020, quando foi diagnosticada com miomatose uterina múltipla e encaminhada para acompanhamento ambulatorial. Em novembro de 2022, após nova avaliação, foi indicada cirurgia para retirada de 17 miomas. Antes do procedimento, a paciente realizou exames pré-operatórios, recebeu transfusões sanguíneas devido a um quadro de anemia apresentado e foi devidamente esclarecida sobre a complexidade da cirurgia, assinando termo de consentimento. A cirurgia ocorreu em 3 de fevereiro de 2023, com preservação inicial do útero e anexos, respeitando o desejo reprodutivo da paciente. No pós-operatório imediato, houve complicações graves, com sangramento ativo, o que exigiu nova intervenção cirúrgica e a realização de histerectomia, além de tratamento intensivo para choque hemorrágico, incluindo o uso de aminas vasoativas. Como possível efeito adverso dessas medicações, evoluiu com oclusão arterial no membro superior esquerdo. Diante da piora clínica, a paciente passou por novos procedimentos cirúrgicos e, após estabilização, foi transferida para o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, referência em cirurgia vascular. Apesar das tentativas de reversão do quadro, foi necessária a amputação parcial do membro superior esquerdo, após consentimento da família, como medida para salvar sua vida. A paciente apresentou evolução clínica progressiva, recebeu alta em 16 de fevereiro de 2023 e foi orientada a seguir acompanhamento ambulatorial."

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2026/noticia/2026/02/02/passista-que-perdeu-o-braco-apos-cirurgia-de-utero-relata-dificuldade-financeira.ghtml


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