MP pede prisão de ex-reitor da UERR por tentativa de destruir provas de desvio milionário
11/02/2026
(Foto: Reprodução) Regys Feitas, ex-reitor da UERR investigado por desvio milionário dos cofres da instituição.
UERR/Divulgação
O Ministério Público (MP) de Roraima pediu à Justiça a prisão do ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), Regys Odlare Lima de Freitas nesta quarta-feira (11). O requerimento baseia-se em indícios de que o grupo investigado está destruindo provas oficiais para encobrir esquema de desvio de dinheiro público.
Segundo documento anexado à denúncia e obtido pelo g1, a medida cautelar é necessária porque foram detectadas adulterações no Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan), plataforma onde ficam registrados todos os pagamentos do governo estadual.
Os promotores apontaram que dados financeiros da UERR começaram a ser alterados ou apagados recentemente. No documento, o MP é enfático ao justificar a necessidade da medida.
"No pedido de prisão em apenso e na denúncia foi destacado com clareza que os dados cadastrados no FIPLAN [...] estão sendo adulterados", diz trecho do documento anexo à denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
O g1 questionou o Tribunal de Justiça de Roraima para saber sobre a análise do pedido de prisão de Regys. Também tenta contato com a Universidade Estadual de Roraima e aguarda retorno.
Para o Gaeco, essas alterações no sistema não são coincidência. Elas teriam começado na primeira quinzena de dezembro de 2025, logo após a polícia começar a interrogar suspeitos e questionar as diferenças de valores nos contratos.
O objetivo da manobra seria esconder o superfaturamento nos contratos firmados com a empresa terceirizada Ibiapino & Pinheiro Ltda.
"O objetivo da alteração é, obviamente, mascarar o superfaturamento dos antigos contratos. Trata-se de crime com o viés de ocultação de provas", diz o Gaeco.
Regys é acusado de liderar uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 15 milhões da universidade.
Em atualização*