Ministério Público denuncia por quatro crimes homem que matou freira em convento no Paraná
03/03/2026
(Foto: Reprodução) MP denuncia por feminicídio e estupro homem que matou freira de 82 anos em Ivaí
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou, na segunda-feira (2), o homem de 33 anos que invadiu um convento e matou a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná. O nome dele não foi divulgado.
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O crime foi no dia 21 de fevereiro. Segundo as investigações, o homem pulou o muro do convento e foi flagrado pela freira, que o questionou sobre o que ele fazia no local. Ao notar a desconfiança da vítima, ele a atacou. Após o crime, o homem fugiu, mas foi preso horas depois.
Na denúncia, o Ministério Público considerou os crimes de violação de domicílio, estupro que resultou em lesão corporal de natureza grave, feminicídio e resistência à autoridade policial.
A denúncia aponta ainda o uso de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima, com a causa de aumento de pena pelo crime ter sido cometido contra pessoa idosa.
Cabe à Justiça aceitar ou recusar a denúncia. Enquanto isso, o homem continua preso.
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Homem invadiu o convento
O crime aconteceu perto das 13h30, depois que o homem pulou o muro do convento. Segundo o delegado Lucas Andraus, o denunciado foi flagrado pela freira, que questionou a presença dele no local. O homem então disse à irmã Nadia Gavanski que estava ali para trabalhar.
Percebendo que a freira não acreditou em sua explicação, o homem a empurrou. De acordo com a Polícia Civil, o preso relatou que asfixiou a vítima, já caída no chão, quando ela começou a gritar.
O homem fugiu, mas foi identificado com a ajuda de um vídeo gravado por uma fotógrafa que foi abordada por ele depois do crime. Assista:
Vídeo gravado por fotógrafa ajudou polícia a localizar homem que matou freira em convento
Ele encontrado em casa. Ao notar a aproximação da equipe policial, ele tentou fugir. O denunciado desferiu socos e chutes contra os agentes, que o contiveram. Questionado na abordagem, ele admitiu a autoria do crime.
Em interrogatório, o denunciado relatou ter passado a madrugada consumindo drogas e bebidas alcoólicas. Disse ainda que ouviu vozes que o ordenavam a matar alguém e que pulou o muro do convento já com a intenção de tirar a vida de uma pessoa, conforme a polícia. Ele negou a intenção de furtar bens no local.
De acordo com a polícia, o laudo pericial apontou que, além da morte por asfixia, houve violência sexual, evidenciada pela gravidade das lesões constatadas.
De acordo com a investigação, o indiciado foi preso por furto qualificado no dia 28 de dezembro de 2025 e, dois dias depois, colocado em liberdade provisória.
Conforme o delegado Hugo Fonseca, ele tem passagens pela polícia desde 2024 por crimes como roubo, furto e violência doméstica.
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