Mar agitado aumenta número de resgates e afogamentos nas praias do Rio
03/01/2026
(Foto: Reprodução) Marinha alerta para ressaca no mar nas regiões Sul e Sudeste
Têm sido dias de muita correria para os bombeiros. Pelo mar e nas ruas.
Dessa vez, o esforço foi para socorrer uma adolescente de 19 anos que se afogou na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Como o estado de saúde era grave, médicos tiveram que entubá-la ainda na areia. O helicóptero chegou logo, mas a adolescente sofreu uma parada cardiorrespiratória e teve que ser reanimada na ambulância.
“Realmente a gente vê que faz diferença a gente estar aqui, realmente a gente fica emocionada”, disse a médica Amanda Vimercati. A jovem foi levada para o hospital pela ambulância porque a aeronave precisou ser deslocada para mais um socorro.
A alguns quilômetros dali, na praia de Ipanema, o trabalho seguiu intenso. Uma criança também foi salva bem distante da areia.
Não é por falta de aviso. Bandeiras vermelhas, que indicam perigo, estão fincadas na areia ao longo de todas as praias do Rio.
Mar agitado aumenta número de resgates e afogamentos nas praias do Brasil
TV Globo
Neste sábado (3), a Marinha emitiu mais um alerta de ressaca no litoral brasileiro, que vai até segunda-feira, entre o Chuí, no Rio Grande do Sul, e Arraial do Cabo, no estado do Rio.
Desde a virada do ano, o mar está agitado no Rio de Janeiro, com ondas grandes e correntes fortes. E a imprudência transforma momentos de lazer em desespero.
O número de salvamentos já é 40% maior do que no mesmo período do verão passado.
O Corpo de Bombeiros realizou mais de 2.200 resgates em apenas quatro dias no Rio.
“Condições de mar mais agitado, com ondulação maior, com mais energia, com mais valas e correntes de retorno fortes, e o terceiro é o aumento vertiginoso do turismo, que vem aumentando muito aqui nas praias do Rio de Janeiro”, disse o Tenente Coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do RJ.
No dia 31, um homem de 70 anos morreu afogado na praia de Itaipuaçu, em Maricá, no Rio.
E um adolescente de 14 anos desapareceu no mar de Copacabana. Ele veio de Campinas, São Paulo, com a família.
Juliana de Oliveira, cuidadora de idosos: “Está puxando muito, é melhor ficar aqui mesmo, curtir aqui do que ir lá pra dentro, porque realmente tá muito perigoso”.