EUA identificam militar morto em ataques do Irã a base no Iraque

  • 21/07/2026
(Foto: Reprodução)
Sargento Michael Emmanuel Swinton, dos EUA, em foto sem data U.S. Army Space and Missile Defense Command via AP Um soldado americano morto no Iraque durante a detonação controlada de um drone iraniano era um pai de 30 anos, natural da Carolina do Norte, que servia há quase uma década, segundo um comunicado militar divulgado na terça-feira e informações de sua família. O sargento Michael Emmanuel Swinton receberá a Estrela de Bronze, o Coração Púrpura e o Distintivo de Ação em Combate, além de ser promovido a *staff sergeant* (segundo-sargento). O Exército informou que está investigando as circunstâncias de sua morte, ocorrida no domingo em uma base aérea em Erbil. Ele deixa um filho de 6 anos e uma filha de 4 anos, disse sua mãe. "Nunca vou me recuperar disso", escreveu sua esposa, Mia Gonzalez-Swinton, no Facebook na segunda-feira. "Tínhamos tantos planos para quando você voltasse; sinto um aperto enorme no estômago." Ela disse ter sido notificada no domingo sobre a morte dele. Dois soldados do Exército dos EUA também morreram na Jordânia na semana passada, enquanto defendiam a base contra ataques de mísseis balísticos e drones iranianos. Essas foram as primeiras mortes de militares americanos causadas por fogo direto do Irã desde o início da guerra. Sua esposa e seus filhos eram o centro de seu mundo, disse sua mãe, Christel Swinton Andujar, à Associated Press. "Seu legado perdurará por meio das inúmeras vidas que ele tocou, das risadas que compartilhou, da força que transmitiu aos outros e do amor incondicional que dedicou à sua família", disse ela por mensagem de texto. "Ele fará falta para sempre, será honrado para sempre e será para sempre o nosso herói." Swinton alistou-se no Exército em 2017 e foi designado para o 55º Regimento de Artilharia de Defesa Aérea, da 108ª Brigada de Artilharia de Defesa Aérea, sediado em Fort Bragg, na Carolina do Norte. Ele morava em Spring Lake, uma localidade fora da base muito procurada por famílias de militares de Fort Bragg, segundo registros públicos. O Exército indicou Fayetteville, outra comunidade próxima, como sua cidade natal. "O sargento Swinton era um suboficial experiente que tinha muito orgulho de seu trabalho e das pessoas ao seu redor", disse o brigadeiro-general John L. Dawber, comandante do Comando de Defesa Aérea e de Mísseis do Exército. "Ele atendeu ao chamado do dever com coragem, honra e dedicação altruísta." Os novos confrontos entre os EUA e o Irã já duram 10 dias, com ambos os lados lançando sucessivas ondas de ataques. O Irã tem atacado aliados dos EUA na região, onde soldados americanos estão posicionados por todo o Oriente Médio. O Departamento de Defesa identificou os soldados mortos na Jordânia como o Primeiro-Tenente Tyler James Feehan, de 25 anos, de Ewa Beach (Havaí), e a Soldado Isabella Gonzales, de 19 anos, de Carrollton (Texas). Ambos integravam unidades do Comando de Defesa Aérea e de Mísseis do Exército. Um terceiro militar foi dado como desaparecido após o ataque. O Comando Central dos EUA, responsável pela região do Oriente Médio, informou que "restos mortais não identificados" foram encontrados e estavam sendo analisados. Autoridades iranianas afirmam que ataques dos EUA, apenas nas últimas três semanas, mataram pelo menos 50 pessoas e feriram mais de 500. Ambos os lados têm visado infraestruturas civis das quais dependem milhões de pessoas. Trabalhadores em navios, bem como trabalhadores estrangeiros e outras pessoas em nações do Golfo, em Israel e no Líbano, também morreram no conflito. Em um novo alerta aos americanos, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que "o Irã e grupos que o apoiam podem atacar outros interesses dos EUA no exterior ou locais associados aos Estados Unidos e a americanos em todo o mundo". O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a guerra é necessária para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Trump, que é republicano, enfrenta agora pressão política para encerrar o conflito e evitar o tipo de guerra prolongada no Oriente Médio contra a qual havia se posicionado durante sua campanha. A escalada das tensões provocou a alta dos preços do petróleo nas últimas semanas. Swinton Andujar descreveu o filho como alguém capaz de iluminar o ambiente com seu bom humor e sua risada contagiante. "Michael tinha uma capacidade notável de se destacar em tudo a que se dedicava", disse ela. "Ele sabia a hora de rir e a hora de ser sério. Seja servindo ao país, apoiando a família ou ajudando um amigo, ele se entregava de corpo e alma, sem esperar nada em troca."

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/21/eua-identificam-militar-morto-em-ataques-do-ira-a-base-no-iraque.ghtml


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