Estudante de enfermagem queimada viva: acusado de matar a ex é julgado no Rio
28/01/2026
(Foto: Reprodução) A estudante Raphaela Salsa Ferreira, de 38 anos; laudo indica que ela foi queimada ainda viva. Ex-marido foi preso.
Arquivo pessoal
A Justiça do Rio começa a julgar Vagner Dias de Oliveira, réu pela morte da estudante Raphaela Salsa Ferreira Dias de Oliveira, nesta quarta-feira (28) no Tribunal do Júri.
A mulher tinha 38 anos quando foi encontrada carbonizada depois de sumir na Zona Oeste do Rio em 2023. O ex-marido foi preso na mesma semana.
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O laudo de exame de necropsia apontou que ela foi queimada viva. Segundo o laudo, havia vestígios de fuligem na língua, e há indícios que ela foi queimada viva até asfixiar com a fumaça. Depois disso, o corpo foi carbonizado.
"O perito estima que a morte se deu por intoxicação pela fumaça concomitante à carbonização e asfixia por ação bioquímica e térmica. O evento térmico se deu com a vítima viva", diz um trecho do relatório.
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Reprodução
Passado de ciúmes
Familiares disseram que a estudante Raphaela tinha medo de Vagner, com quem se relacionou por 14 anos e teve dois filhos. Em depoimento à polícia, a filha, a prima e o atual namorado da vítima confirmaram que ela temia as reações do ex-marido por causa de ciúmes.
Segundo a filha mais velha de Raphaela, se Vagner soubesse do então atual relacionamento da mãe poderia não “controlar a indignação e fazer alguma coisa de muito ruim” com ela.
A jovem disse que o ex-padrasto acreditava em um retorno do casamento e não se conformava com a separação. Vagner estava separado da vítima havia aproximadamente três meses.
O atual namorado de Raphaela também confirmou à polícia que o relacionamento estava sendo mantido escondido do ex-marido.
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Investigação
As investigações apontam que Raphaela foi levada, segundo a polícia, por Vagner quando chegava em casa na Praça Seca. Segundo a família, a vítima havia acabado de sair de uma aula no bairro Pechincha e ia para casa em um carro de aplicativo.
De acordo os investigadores, a vítima estava no carro quando Vagner foi ao posto de gasolina comprar um galão do combustível. A suspeita é de que ela já estivesse desacordada. O corpo da estudante foi reconhecida pela arcada dentária e por algumas tatuagens.
Segundo as investigações, Vagner comprou a gasolina por volta das 22h. Ele teria ligado antes para o posto pedindo a reserva de um galão.
O corpo da mulher foi encontrado na BR-101 parcialmente carbonizado em meio a mata por um caminhoneiro, que acionou a Polícia Rodoviária Federal. O local onde o corpo foi encontrado fica a mais de 40 quilômetros de sua casa.