Em sessão tumultuada, a CPI do INSS aprova quebra do sigilo do filho do presidente Lula
26/02/2026
(Foto: Reprodução) CPI do INSS aprova quebra de sigilo do filho do presidente Lula
A CPI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra do sigilo do filho do presidente Lula. Foi uma sessão tumultuada. Parlamentares do governo e da oposição chegaram a trocar socos e empurrões.
A sessão começou com a votação de 87 requerimentos de uma vez só, a chamada votação em bloco. Entre os pedidos, a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. O requerimento foi apresentado pelo relator da CPI mista, o deputado Alfredo Gaspar, do União Brasil.
Lulinha entrou na mira da oposição depois que a Polícia Federal encontrou mensagens entre o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e a empresária Roberta Luchsinger com supostas menções ao filho do presidente. No fim de 2025, Roberta foi alvo de operação da PF por suspeitas de ter recebido R$ 1,5 milhão do Careca do INSS. As mensagens dizem que a quantia seria destinada ao “filho do rapaz”. Para investigadores, essa seria a referência ao filho do presidente. Naquele momento, a PF afirmou em um relatório que não havia indícios de que Lulinha estivesse diretamente envolvido nas fraudes do INSS.
A votação dos requerimentos foi simbólica. Parlamentares a favor ficaram sentados. Os contrários, em pé. O presidente da CPI, senador Carlos Viana, do Podemos, fez a contagem. Deputados do PT questionaram a contagem aos gritos, afirmaram que havia 14 parlamentares de pé manifestando voto contrário. O que, segundo os governistas, levaria à derrubada dos requerimentos. E aí começou a confusão. Seguranças e parlamentares separaram a briga. A sessão foi interrompida.
Em sessão tumultuada, a CPI do INSS aprova quebra do sigilo do filho do presidente Lula
Jornal Nacional/ Reprodução
Na volta, governistas pediram que a votação fosse anulada. Mas o presidente da CPI não concordou. Disse que a votação simbólica faz parte do regimento. Os governistas foram, então, ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, do União Brasil, para fazer o mesmo pedido. Governistas alegaram que houve fraude na votação e apresentaram fotos da sessão com indicação dos 14 parlamentares que teriam votado contra o requerimento.
A presidência do Senado informou que Alcolumbre vai analisar as imagens com a Advocacia do Senado, a Polícia Legislativa e a Secretaria-Geral da mesa. Ele não tem um prazo para decidir.
Antes da votação na CPI, ainda em janeiro, o ministro André Mendonça, do STF - Supremo Tribunal Federal, já havia autorizado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, a pedido da Polícia Federal. A PF indicou que o filho do presidente pode ter atuado como sócio oculto do Careca do INSS. A decisão de André Mendonça está sob sigilo.
LEIA TAMBÉM
CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de filho de Lula; sessão é marcada por confusão
VÍDEOS mostram momento da confusão na CPI do INSS após aprovação de quebra de sigilo de Lulinha
Quem é Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, que teve quebra de sigilo aprovada na CPMI do INSS