Eleições 2026: ministros devem sair do governo para disputar eleições; veja as pretensões

  • 22/01/2026
(Foto: Reprodução)
Mais de 20 ministros devem deixar o governo nos próximos meses Com a proximidade do início oficial da campanha eleitoral de 2026, ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começam a planejar estratégias e traçar objetivos eleitorais para as próximas eleições. (veja a lista abaixo) Ao menos 20 ministros devem sair do governo nos próximos meses. Entre eles estão o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT); a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT). 🗓️ Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação, 4 de abril. O governo busca ampliar a base aliada no Congresso Nacional em um eventual quarto mandato de Lula. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que tem conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre seu futuro político e eventual candidatura nas eleições deste ano. Haddad afirmou que não pretende se candidatar para o pleito de outubro, mas não descartou a possibilidade de participar da disputa. O PT tem defendido que ele concorra ao governo de São Paulo. Outra possibilidade seria tentar uma vaga no Senado. Lula durante reunião ministerial em dezembro de 2025. Residência Oficial da Granja do Torto, em Brasília Ricardo Stuckert / Presidência da República Disputa no Senado A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná. Inicialmente, Gleisi planejava concorrer à reeleição como deputada federal, mas a pedido do presidente Lula, a ministra mudou os planos. Gleisi foi eleita deputada federal em 2022 e se licenciou do cargo no ano passado para assumir a pasta responsável pela articulação política do governo. Outros ministros cotados para disputar vaga na casa Alta são: Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento; Rui Costa (PT), ministro da Casa Civil; Marina Silva (Rede), ministra do Meio Ambiente; Carlos Fávaro (PSD), ministro da Agricultura e Pecuária; Silvio Costa Filho (Republicanos), ministro de Portos e Aeroportos. O governo avalia como estratégica a ampliação de sua bancada no Senado, já que a Casa desempenha funções centrais. Para a oposição, a Casa tem relevância por ser a responsável por sabatinar e aprovar indicações ao Supremo, além de ter a atribuição de abrir e analisar processos de impeachment contra magistrados. Já para o governo, a análise é que manter a predominância de cadeiras aliadas ao governo pode diminuir "solavancos" em um futuro quarto mandato do petista. No próximo ano, cada estado terá direito a eleger dois senadores. Ao todo, serão 54 cadeiras em competição — o que equivale a dois terços da Casa. Camilo Santana O ministro da Educação, Camilo Santana, deixou em aberto a possibilidade de sair da pasta até abril – prazo final para deixar o cargo e disputar as eleições deste ano. Camilo afirmou que tem até março para tomar a decisão, mas argumentou que o cargo o deixa distante do estado que governou e do qual foi eleito senador em 2022. O ministro disse ainda que se sair do governo, será para trabalhar nas campanhas de reeleição de Lula e do governador do Ceará, Elmano de Freitas. Santana foi eleito senador em 2022 para mandato de oito anos, mas se licenciou do cargo para assumir o ministério da Educação. Veja todas as movimentações que devem acontecer: Casa Civil: Rui Costa (PT) deve ser candidato ao Senado pela Bahia; Relações Institucionais: Gleisi Hoffmann (PT) será candidata ao Senado pelo Paraná; Desenvolvimento, Indústria e Comércio: Geraldo Alckmin (PSB) deve ser candidato à reeleição como vice-presidente; Fazenda: Fernando Haddad (PT) avalia se será candidato ao Senado; Educação: Camilo Santana (PT) deve ser candidato ao governo do Ceará; Transportes: Renan Filho (MDB) deve ser candidato ao governo de Alagoas; Esporte: André Fufuca (PP) deve concorrer ao Senado; Portos e Aeroportos: Silvio Costa Filho (Republicanos) planeja ser candidato ao Senado por Pernambuco; Integração Nacional: Waldez Goés (PDT) é cotado para ser candidato a senador pelo Amapá; Secretaria de Comunicação da Presidência: Sidônio Palmeira deve deixar o governo para fazer o marketing da campanha de reeleição do presidente Lula; Planejamento: Simone Tebet (MDB) é cotada a disputar uma vaga ao Senado por São Paulo; Meio Ambiente: Marina Silva (Rede) é cotada para disputar uma vaga ao Senado; Cidades: Jader Filho (MDB) deve ser candidato a deputado federal pelo Pará; Agricultura: Carlos Fávaro (PSD) erá candidato à reeleição para o Senado por Mato Grosso; Pesca: André de Paula (PSD) será candidato a deputado federal por Pernambuco; Igualdade Racial: Anielle Franco (PT) avalia ser candidata à deputada federal pelo Rio de Janeiro; Desenvolvimento Agrário: Paulo Teixeira (PT) será candidato à reeleição como deputado por São Paulo; Empreendedorismo: Marcio França (PSB) planeja se candidatar ao governo de São Paulo; Minas e Energia: Alexandre Silveira (PSD) avalia ser candidato ao Senado por Minas Gerais; Direitos Humanos: Macaé Evaristo (PT) deve ser candidata à deputada estadual em Minas Gerais; Povos Indígenas: Sonia Guajajara (PSOL) deve ser candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo; Previdência Social: Wolney Queiroz (PDT) deve ser candidato a deputado federal por Pernambuco.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/01/22/eleicoes-2026-ministros-devem-sair-do-governo-para-disputar-eleicoes-veja-as-pretensoes.ghtml


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