Criança de 2 anos morre após atendimento em UPA de Parnamirim; caso é investigado

  • 31/08/2026
(Foto: Reprodução)
Criança de 2 anos morre após atendimento em UPA de Parnamirim; caso é investigado Reprodução/Inter TV Uma criança de 2 anos morreu na noite deste sábado (29) após ser atendida na UPA Nova Esperança, em Parnamirim, na Grande Natal. Artur Kevin apresentou febre e teve uma piora rápida do quadro de saúde durante o atendimento. A família questiona a assistência recebida na unidade e registrou um boletim de ocorrência para que as circunstâncias da morte sejam investigadas. Segundo a mãe, Isabel Almeida, o menino começou a apresentar febre pela manhã. Ele foi medicado em casa, mas não apresentou melhora. De acordo com ela, Artur passou a ficar pálido e sem reagir normalmente, e a família decidiu levá-lo à UPA. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp “Ele sempre foi muito ativo, muito cheio de vida. Tava com febre no sábado, pela parte da manhã. Ele não tinha se alimentado direito de noite, porque ele não queria. Aí, quando foi pela parte da manhã, ele tava ardendo de febre. Mediquei ele em casa. Ele dormiu de novo”, relatou a mãe. Segundo Isabel, por volta das 11h ela tentou acordar o filho, mas ele continuava com febre. Após uma nova medicação, ele não apresentou melhora e passou a ficar pálido e com dificuldade para reagir. Na UPA, conforme o relato da mãe, Artur foi colocado no soro e recebeu medicamentos. Depois disso, começaram a aparecer manchas no rosto da criança. “Depois que teve essas medicações, ele começou a encher de mancha no rosto dele. Ainda tava muito clarinho as manchas, tava claro, tava pouca manchinha também. Eu falei pro médico, o médico pedia pra ele esperar. Quando meu esposo chamou, as manchas do meu filho estavam se agravando cada vez mais, ficando mais roxas”, afirmou. Família denuncia falhas após morte de menino de 2 anos em UPA Sérgio Henrique Santos / Inter TV Cabugi A família também afirma que não havia pediatra de plantão no momento do atendimento e que Artur foi atendido por um clínico-geral. “Meu filho foi atendido por um clínico-geral, porque correram atrás. Meu esposo teve que correr atrás dele, porque não tinha ninguém pra estar atendendo meu filho, pra estar me dando um suporte, alguma ajuda”, disse Isabel. Segundo a mãe, o médico teria informado que estava tentando identificar o que a criança tinha por meio de orientações recebidas por mensagens. Família questiona demora para transferência O pai, Halef Araújo, afirmou que um médico informou à família que havia suspeita de meningite e que o quadro era grave. Segundo ele, os pais pediram que a criança fosse transferida para uma unidade com estrutura mais complexa. “Eu perguntei se era grave, ele disse que era grave. Aí eu disse: doutor, então tem que transferir ele. Aí ele: não, a gente vai pedir aqui”, contou. Halef questionou o tempo entre a realização de um exame e a solicitação de uma possível transferência. Ainda conforme o pai, Artur teve dificuldade para respirar, precisou ser intubado e sofreu uma parada cardiorrespiratória. A criança morreu na própria UPA. “Meu filho ficou totalmente roxo, eu pedindo ajuda, o médico pedindo pra eu esperar”, relatou Halef. A família afirma que Artur estava com as vacinas em dia e que não tinha conhecimento de qualquer alergia. Os pais também questionam o atendimento e aguardam os laudos para esclarecer o que provocou a morte. Corpo foi encaminhado para perícia O corpo da criança foi inicialmente encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO). Após a família registrar um boletim de ocorrência, o corpo também foi levado ao Instituto Médico Legal da Polícia Científica para investigação. A UPA levantou a suspeita de que Artur tenha morrido em decorrência de meningite. A causa da morte, no entanto, ainda deverá ser esclarecida pelos exames e laudos. UPA nega negligência A UPA Nova Esperança afirma que não houve negligência no atendimento. Em nota, a unidade informou que a criança apresentou um quadro clínico de extrema gravidade e evolução rápida e que, apesar dos esforços da equipe assistencial, o desfecho não pôde ser evitado. A unidade afirmou ainda que, diante das circunstâncias e das hipóteses clínicas levantadas durante o atendimento, solicitou o Serviço de Verificação de Óbito para contribuir com o esclarecimento do caso. Sobre a ausência de pediatra de plantão, a Prefeitura de Parnamirim informou que uma portaria do Ministério da Saúde não estabelece obrigatoriedade específica de pediatra para UPAs de porte 2, como a unidade do bairro Nova Esperança. A direção clínica informou que o médico clínico-geral responsável pelo atendimento estava buscando vagas no sistema de regulação estadual para providenciar a transferência da criança. A prefeita de Parnamirim, Nilda, informou que determinou que todas as circunstâncias relacionadas ao atendimento sejam apuradas. Agora no g1

FONTE: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/08/31/crianca-de-2-anos-morre-apos-atendimento-em-upa-de-parnamirim-caso-e-investigado.ghtml


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