Clínica é interditada após morte de paciente no RS; relatos apontam tortura com pedaços de pau e tiros de chumbinho
13/02/2026
(Foto: Reprodução) Clínica é interditada por tortura e morte no RS
Polícia Civil
Uma clínica de reabilitação investigada por tortura contra pacientes foi interditada em Estação, no Norte do RS, nesta sexta-feira (13). Três pessoas foram presas preventivamente: uma mulher, prorietária da Clínica Reviver, o companheiro dela, que atua como monitor, e um outro monitor, que seria o responsável pela morte. O g1 não conseguiu contato com a instituição até a última atualização desta reportagem.
A investigação começou após a morte de um interno no dia 29 de janeiro. Ele foi identificado como Marcos Bohn Nedel, 45 anos.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito apontou que métodos aplicados dentro da instituição envolviam práticas de tortura. A vítima teria sido submetida a agressões repetidas que resultaram em seu óbito. Conforme a polícia, pacientes eram agredidos com pedaços de pau e tiros de espingarda de chumbinho.
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Dois internos fugiram e fizeram a denúncia à polícia. No total, havia 31 pessoas na clínica. Eles foram encaminhados ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Getúlio Vargas e serão encaminhados para suas famílias.
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No local, foram apreendidos medicamentos uso restrito hospitalar na instituição, que não tem licença para isso.
A prefeitura de Estação prestou suporte para acolher os internos, que estavam em condições consideradas degradantes.
A investigação segue para identificar todos os envolvidos e esclarecer completamente as circunstâncias da morte do paciente.
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