Advogado denuncia delegado por ofensas e acusação de deixar calcinha em delegacia no interior de SP
10/04/2026
(Foto: Reprodução) Calcinha deixada na sala de delegado em Rio Preto (SP)
Arquivo pessoal
Um advogado criminalista denunciou um delegado à Corregedoria da Polícia Civil após afirmar que foi acusado injustamente de deixar uma calcinha dentro da sala dele, na delegacia, em São José do Rio Preto (SP), na quinta-feira (9). O advogado estava acompanhado de um cliente e diz que ainda foi xingado de “vagabundo”.
Ao g1, o advogado Kauan Eduardo de Lima Cambauva explicou que o caso ocorreu enquanto estava na Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) com um cliente, alvo de um mandado de busca e apreensão, e que o delegado fez acusações sobre a calcinha, o que motivou a discussão.
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“De repente, o delegado chegou batendo a mão na porta, falando assim: ‘Vocês são dois moleques vagabundos, seus imbecis'. Ele falou: ‘Onde já se viu vocês entrarem na minha sala e jogarem uma calcinha lá dentro?’”, relatou o advogado.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que a Corregedoria da Polícia Civil instaurou uma apuração preliminar e solicitou as imagens do sistema de monitoramento da unidade policial para auxiliar no esclarecimento. A instituição reiterou que não compactua com desvios de conduta. Caso seja constatada alguma irregularidade, informou que medidas cabíveis serão adotadas conforme a lei.
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O advogado afirma que, ao entrar na sala indicada pelo delegado, encontrou a peça atrás da porta, mas negou qualquer envolvimento. Na sequência, sugeriu que as imagens das câmeras de segurança fossem verificadas para esclarecer o ocorrido.
Contudo, o pedido, conforme ele, foi negado. A situação foi normalizada quando a dona da calcinha chegou à delegacia, identificada como uma garota de programa que também foi alvo de mandados na operação.
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A mulher afirmou que a peça tinha sido deixada dentro do carro apreendido durante a ação policial. O advogado relatou que um policial, envolvido na operação, também confirmou que entrou na sala do delegado após recolher os objetos do veículo, o que levantou a hipótese de que a peça possa ter enroscado e sido deixada por engano.
Mesmo após o esclarecimento, o advogado afirma que o delegado não se retratou das acusações e ofensas. Diante da situação, o caso foi protocolado na Corregedoria da Polícia Civil.
“Eu só pedi respeito e que ele se retratasse. Em nenhum momento ele pediu desculpas. Um advogado criminalista já é mal visto muitas vezes. O mínimo que a gente exige é trabalhar com dignidade e respeito”, finaliza o advogado.
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